terça-feira, março 25, 2008

Páscoa Tricolor


Domingo de páscoa foi de bacalhoada para os tricolores. Em mais um show do dueto Conca – Thiago Neves, o time pó de arroz acabou vencendo por um placar de 2x1 e lidera de forma justa seu grupo na Taça Rio.

O martírio de não conseguir vencer o Vasco faz X partidas acabou nos pés do brilhante Thiago Neves, que antes de voar para o escrete canarinho deixou a sua marca no canto direito de seu xará.

Não obstante, ainda fez linda jogada pela ponta direita, bagunçando a zaga vascaína e culminando com um passe que deixou o Coração Valente com o gol aberto para balançar o balaio.

O Vasco ainda deixou o seu, com mais um gol de pênalti – detalhe para o recorde de 14 penalidades em 13 jogos, um fato histórico para o futebol mundial – concretizado pelo ídolo Edmundo.

As conclusões que se pode tirar da partida são que o Fluminense, caso mantenha o espírito americano de jogar vai ser um adversário difícil de ser batido ao longo do ano e é forte candidato a levantar o caneco do segundo turno do Carioca.

Já pelo lado do Vasco, enxerga-se a carência de técnica de seu limitado elenco. A esperança pode vir da base, com Alex Teixeira, Alan Kardec e o craque Morais, aliado a experiência e o coração de Edmundo. Mas isso não é o bastante, pois sistema defensivo precisa de peças urgentemente, caso o cruzmaltino queira se candidatar a campeão de algo em 2008.

A boa notícia para os vascaínos nessa páscoa tem gosto tão doce quanto um chocolate. A eleição para a direção do clube está a cada dia mais próximo de acontecer. É o futuro do clube que está na mão dos associados, por isso é bom que estes votem pensando naquele Vasco campeão, digno de suas tradições e conquistas em mais de cem anos e não deste, de um velho ditador que vem queimando, como faz com seus charutos, a história do Gigante da Colina.

domingo, março 16, 2008

josé e os Alçapões de Davi


josé e os Alçapões de Davi

Alçapão da Rua Bariri, Olaria. Palco arcaico de batalhas futebolísticas infindáveis. Ali, os Deuses do futebol se lambuzaram de assistir as mais diversas encenações do enredo clássico das quatro linhas cariocas: o enfrentamento de Golias e Davis.

O drama de ir jogar num anfiteatro onde as arquibancadas estão a poucos metros de campo parece uma idéia assustadora para alguns, porém é essa energia e pressão que torna o jogo ainda mais real, mais humano a todos os presentes.

A gota de suor, a respiração e até mesmo o lindo som que o peito da chuteira faz quando encosta-se à bola pode ser ouvida em sua plenitude, formando uma sinfonia para os ouvidos daquele ‘’josé’’ colado ao alambrado, à beira do gramado. Assim, o espetáculo fica completo em todos os sentidos: pelo drama e pela música protagonizada pelos guerreiros da bola.

Não obstante as quatro linhas, nas arquibancadas, o ‘’josé’’ não é um mero espectador, é um coadjuvante de luxo! Em meio àquele espírito familiar e caseiro que faz parte dos jogos em estádios de pequeno porte, o fiel dá suas ‘’dicas’’ e profere suas ‘‘reclamações’’ bem juntinhas ao técnico ou ao ilustre bandeirinha, que de vez em quando acaba seguindo seus conselhos, marcado um pênalti que faz os rádios adversários serem atirados para o alto na sua direção.

Pois bem, entre uma mordida e outra naquele cachorro-quente com bastante maionese, o ‘’josé’’ vibra com seu time de coração, em plena rua Bariri, sua casa, seu lar, doce, lar. Lar de Davi.

As casas de Davi tornavam Bangus, Olarias ou Madureiras verdadeiras pedras no sapato para os ditos grandes. O campo minúsculo favorecia ao anfitrião saber as armadilhas necessárias para derrubar até mesmo o melhor escrete da época. Um alçapão!

Pois bem, meus caros, o Carioca desse ano sente grande falta de seus alçapões, de seus cachorros-quente caseiros, do humanismo futebolístico e de josé, aquele fiel geraldino de Olaria, que não possui os quarenta ‘réis’ para assistir seu esquadrão nos fins de semana, ou melhor, numa quarta-feira, às dez horas da noite.

Mas ‘’josé’’ é persistente, e apesar de tentarem derrubá-lo ele é mais forte. Com a flâmula hasteada no bambu, este dá seu jeitinho de acompanhar sua paixão. Junta um dinheiro daqui e dali e vai torcer aos domingos por mais um gol de Beltrano e Fulano, seus ídolos de hoje que ainda jogam nos gramados canarinhos.


(Texto escrito em virtude do abusivo preço dos ingressos, da falta de oportunidade dos tricolores de outros municípios poderem acompanhar o Fluminense e da falta de sal do Estadual, que tornou-se municipal. Desculpem-me por fugir um pouco do assunto Fluzão, mas achei que o texto seria conveniente. Quarta tem Libertad e domingo clássico. josé vai! Saudações Tricolores)


sexta-feira, março 07, 2008

Pó Mágico


Pó Mágico

Uma noite de quarta-feira histórica no maior do mundo. Bandeiras, faixas, piscas e a volta do mais tradicional ingrediente para fazer uma arquibancada virar um caldeirão de pressão. Ele voltou amigos, O ‘’Pó de Arroz’’. O 13º jogador tricolor.

O mais emocionante do evento, ou melhor, culto de ontem era ver a encontro de gerações nas arquibancadas. Avôs, pais, filhos e até netos estavam lado a lado para acompanhar o retorno do Fluminense as Américas e de quebra assistir e participar de um grande espetáculo de beleza memorável.

As arquibancadas do templo do futebol sumiram (mais uma vez) quando os saquinhos voaram em direção ao campo. Misturado ao balançar de bandeiras tricolores e os brilhantes piscas, o talco fez aquelas escadarias receberem a doce benção.

Perfumado e abençoado, acompanhava a reação de todos. Podia observar as expressões felizes de senhores que ficaram encantados e emocionados ao relembrar o ‘’velho maracanã’’ e suas tantas noites de glórias. Olhando para outro fluxo, via o choro contido de uma criança que tinha sua primeira experiência com o Pó Mágico e não acreditava naquilo tudo. Deslumbrado dizia aos prantos – ‘’ É o melhor dia da minha vida. Tenho orgulho de ser Tricolor! – Obrigado meu Deus. ’’

‘’ÔôÔôÔ, Fluminense Eterno Amor!’’ – Continuou ele, enxugando lágrimas de felicidade.

Mal sabia ele que o espetáculo seria completo.

A atuação da equipe foi sublime. Obedecendo às diretrizes do líder Renato e dominando a partida no plano técnico e tático, o Fluminense aplicou uma goleada de 6 a 0 que deixou os hermanos e os apreciadores do bom futebol aplaudindo de pé.

O destaque do jogo foi para Dodô que além de craque é um artista. A perfeição com que ele acertou a bola, ainda no viajando, e o lugar que a colocou, na gaveta direita, faz com que ele mereça uma condecoração e um espaço no museu do Louvre, ao lado de outra obra-prima, a do gênio Zidane.

Dois espetáculos. Dois retornos. Dois gols de Dodô. Um seis a zero para entrar para história e trilhar o começo do caminho para a conquista das Américas.

O Pó de Arroz está de volta. Tricolores, o show está apenas começando.

sábado, fevereiro 23, 2008

Um ponto com honra e raça


Um ponto com honra e raça

Após vinte e três anos o tricolor das Laranjeiras retorna a maior competição do continente. Na primeira partida já é possível ver que a banda americana toca bem diferente. Viagem, clima, altitude, torcida e tipo de jogo são alguns dos obstáculos que o Fluminense encarou em Quito, onde conseguiu um excelente resultado de zero a zero.

‘’Excelente?’’

Sim. Esse um ponto honrado e simplório foi resultado de um primeiro tempo em que a equipe brasileira foi massacrada em campo. O LDU deu as ordens no estádio Casa Blanca, mandando e desmandando por todos os setores do gramado, porém conseguiu a proeza de desperdiçar todas as chances possíveis e impossíveis nas conclusões a gol.

Uma, aliás, merece um comentário a parte.

Aquele lance notável que o arqueiro Fernando Henrique defendeu uma seqüência interminável de bolas lembrou, com ressalvas é claro, o lendário Rodolfo Rodrigues. O uruguaio, assim como FH, foi maior que o gol. Os equatorianos davam petardos, bombas e bicicletas e lá estava o goleiro tricolor para obstruir tudo. Um gigante e o principal destaque do jogo.

No segundo tempo, Renato tirou da manga Cícero e formou, na opinião desse datilógrafo que vos escreve, a melhor formação para o atual elenco tricolor. Ah, é claro que eu tiraria o Ygor, antes que me pergunte.

O time ficou solto em campo. A mobilidade dos dois segundo – volantes foi essencial para que o Fluminense equilibrasse e até mesmo dominasse a partida em certos momentos, como no lance que o goleiro estrangeiro teve que espalmar a bola fora da área – pela FIFA, expulsão clara – para evitar o gol, sendo punido apenas com o cartão amarelo.

Fora esse episódio, o jogo manteve-se igual até o fim, o que culminou num empate frustrante para os equatorianos e honroso para os tricolores, que apesar das dificuldades incorporaram o espírito guerreiro da Libertadores das Américas. Ao menos no segundo tempo.

Uma boa reestréia.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

DerrotaTática


A Derrota Tática

Definido o primeiro finalista da Taça Guanabara, o primeiro turno do campeonato carioca. Justo? Sim, justíssimo.

No primeiro confronto das semifinais o desorganizado e ainda não formado, Fluminense, encontrou uma equipe bastante preparada em campo, obediente taticamente e que decidiu a partida nos detalhes que vieram a aparecer no jogo.

O guerreiro Botafogo entrou em campo preocupado com uma possível grande atuação do meia Thiago Neves, por isso colocou uma marcação especial em cima deste, com Diguinho ,primeiramente, e depois num rodízio.

Com o meio campo povoado de jogadores de contenção, o jogo ficou bastante equilibrado. O meio de campo tricolor e as laterais, com mais uma péssima atuação de Gabriel, tentava criar algo em meio ao defensivo e compacto time alvinegro. Este explorava as costas dos laterais do Flu, que deixavam avenidas.

O jogo foi decidido em um escanteio que o goleiro Fernando Henrique falhou e houve o oportunismo de W.Paulista que colocou a bola nas redes colocando sua equipe a frente no marcador.

No mais, o segundo tempo virou um treino de ataque contra defesa. O Fluminense pressionando de forma desorganizada e com 3 atacantes, 3 meias, o recuado Botafogo, que em alguns momentos, principalmente após a expulsão de W.Paulista, esteve com o time inteiro no seu campo, na marcação, compactando de forma perfeita o ataque tricolor.

No finalzinho do jogo ainda teve um pênalti para o time da estrela solitária, que serviu nada mais do que para coroar a grande partida, do ponto de vista tático,da equipe.

Quanto ao Fluminense que perde sua primeira, e fatal, partida no campeonato, precisa-se ver quando o grupo de estrelas virará, de fato, um time de futebol, com padrão tático e organizado em campo. Renato Gaúcho precisará repensar para o segundo turno e a Libertadores.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

''Com que roupa eu vou?''


Com que roupa eu vou?

Você já esteve naquela situação em que está prestes a sair de casa para alguma festa, evento noturno ou diurno, tanto faz, e tem a intenção de arrasar e ser principal alvo dos flashs ou olhares?

Provavelmente um homem diria que não, pelo preconceito, mas as mulheres, aquelas criaturas abençoadas que Deus criou para ficarmos admirando e endeusando, pensam nisso com maior freqüência e usam e abusam de tal conceito.

Assim está o Fluminense na véspera do confronto da semifinal do carioca. O tricolor possui uma série de táticas interessantes, 4-4-2, 3-5-2, 4-3-3, e etc, mas não conseguiu ainda encontrar ou escolher o melhor esquema, a melhor roupa, para o primeiro encontro das finais do estadual.

As peças estão aí, ‘’basta’’ montar o melhor conjunto e partir a toda para mais uma taça Guanabara.

E aí Renato. Vai preferir um terno riscado ou aquele liso?

A escolha é sua.

E você, qual a preferência?

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Dossiê dos Adversários pela América - O show tá começando!


O Show tá começando!

Opiniões de especialistas:

O Libertad (Paraguai)

"O Libertad manteve a base do ano passado, que tem cinco jogadores na seleção paraguaia. E ainda contratou o atacante Cuevas, que não deverá ser titular, pois a visão que se tem é de que ele rende mais quando entra no segundo tempo. É um time ofensivo e compacto em todos os seus setores. O ponto fraco está no gol, já que o uruguaio Bava se transferiu para o Atlas, e o clube não se reforçou."
Silverio Rojas, do jornal "ABC Color"

O Arsenal (Argentina)

"O Arsenal não tem experiência na Libertadores, mas também não tinha na Sul-Americana de 2007, quando foi campeão passando por San Lorenzo, Chivas, River Plate e América do México. A base foi mantida e ganhou reforços pouco conhecidos mas úteis, como Leguizamón, ex-Gimnasia. O time joga no 4-4-2, com muita velocidade, e conta com a boa fase de Calderón, um goleador de muita raça e que sabe atuar de costas para a defesa adversária."
Aquiles Furlone, da revista "El Gráfico"

O LDU (Equador)

A Liga (LDU) é muito forte quando joga em Quito e também tem um bom time. Por isso, acho que pode garantir sua classificação como primeiro colocado conquistando três vitórias em casa e um ou dois empates fora. Além disso, há a altitude, que sempre joga a nosso favor em nosso estádio (Casa Blanca)."
Guido Manolo, do jornal "El Universo"


segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Créu!


Créu!

Ontem foi um daquelas Fla-Flu s para se guardar na memória por anos e mais anos. Um jogo que passou de um sol seco de 40º para um dilúvio torrencial na segunda etapa. Não apenas no plano da natureza, mas no futebolístico também.

Indra e Hélios, respectivamente deuses da chuva e do sol, estavam presentes ontem no maior do mundo. Sentados na arquibancada, estes resolveram se alternar na equipe titular, um a cada etapa da partida. Porém, não contavam com a entrada de um novo deus na história do jogo: Thiago Neves.

Sua atuação beirou a perfeição: três gols, sendo um deles em uma jogada genial passando a pelota por debaixo das pernas do marcador do Flamengo. Tal atuação o candidatou a vaga de carrasco rubro-negro, que já foi ocupado por célebres almas, como Renato Gaúcho e Assis. A amarelinha fez muito bem para ele e que o craque continue assim, abatendo urubu.

Por fim, o chocolate de quatro gols a um foi suficiente para a torcida tricolor sair urrando a plenos pulmões o favoritismo para as finais e a rubro-negra para se preocupar com um mais um CRÉU em um futuro próximo.

Boa sorte Fluzão. Vamos levar mais um título para a galeria em laranjeiras e que venha o Botafogo!

+ 1 Fla - Flu


Estádio Mário Filho, palco de inúmeros jogos e casa do maior clássico mundial: o Fla-Flu.

Dia de Fla-Flu é daquele jeito: multidão começa a ficar nervosa já no almoço, os comentários e provocações rolam sem parar nas mesas de bar e ruelas cariocas, um alvoroço. É uma camisa tricolor ou rubro-negra ostentada com orgulho a cada esquina, um andar de tensão misturado com emoção por todo o Rio de Janeiro.


Ah, o Fla-Flu. Segundo gregos e troianos o maior espetáculo da terra, antes assistido por 150, 180 mil pessoas, e hoje limitado a meros 90 mil felizardos torcedores que adquirem o espírito, a alma de decisão daquela batalha futebolística, antes, muito antes da final física nos campos.


Todo Fla-Flu é uma final, seja ele amistoso, jogo comemorativo ou final da taça Guanabara. Não se bota em jogo apenas os três pontos, mas sim toda uma história centenária, a tradição e o racha que acabou fundando a escola de futebol na Gávea.


Amanhã, o Rio de Janeiro é o Maracanã. Tudo estará voltado para o templo do futebol mundial. Se não transbordará torcedores como nos velhos tempos, a paixão e o amor pelos dois times escorrerão pelos alicerces do santuário e isso já é suficiente para ser um jogo importante.


''Mas os times serão reservas!'' – diz um sujeito para mim, ainda com dúvidas se irá ao duelo.

Respondo-o sem hesitação alguma: '' Meu caro, enquanto houver 11 mantos para cada lado e uma pelota no centro do campo, há futebol, aliás, há Fla-Flu, algo superior a qualquer sentimento, seja ele futebolístico ou humano.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

"Tática, Renato, Tática!"


Renato Gaúcho, eu como torcedor tricolor peço a ti, apesar de gostar e torcer por um futebol ofensivo e de muitos gols, colocar um de nossos medalhões de ouro esquentando o banco para a próxima partida.

Não estou sendo pessimista - é que daqui algumas semanas começa um importante competição, aquela tal de Libertadores - mas um time que leva a hiperbólica soma de 4 gols dos dificílimos adversários Macaé e Caxias não merece nem disputar a fase eliminatória de tal competição. Ora bolas, por que éramos a segunda melhor defesa do Brasileiro e passamos a levar gols desses timecos?

Simples: tática. Pega a pranchetinha e anota Renato.

Gabriel não é lateral faz tempo, sendo esse um bom ala-direito quando está ligado na tomada. O contratado Gustavo Nery deveria fazer um trabalho físico antes de tentar qualquer coisa nas futuras partidas; o rapaz está acabando com a defesa pelo setor esquerdo e a segunda melhor zaga está com os cabelos em pé de tamanha avenida por aquele lado.
Enfim, vamos ao que interessa.

No 3-5-2 sugiro a entrada de Roger, o herói, para a zaga e a saída de Dodô do trio.
Assim a máquina fica: Diego, Luiz Alberto, Roger, Thiago Silva; Gabriel*, Ygor*, Arouca, Thiago Neves, Júnior César*; Leandro Amaral e Washington.
*1: Gabriel brigando pela vaga com Carlinhos, já que o primeiro não vem tendo bom desempenho. *2: Vamos ver as próximas atuações de Ygor e ver se ele é o cabeça de área ideal. *3: Titular enquanto o G.Nery se prepara para brigar pela vaga. Depois fica o melhor por aquele setor.

Em suma, acho esse sistema melhor para o uso em jogos difícies e/ou fora de casa onde a zaga é melhor protegida e há a possibilidade da jogada pelas laterais, explorando ao máximo os cruzamentos para o coração de Leão, Washington.

No 4-4-2, prefiro Carlinhos ao Gabriel, tendo em vista que o primeiro é lateral de ofício e compõe a zaga quando ela está sendo atacada. Na meiuca, 1 cabeça de área – ainda não tenho o preferido – e a entrada de Cícero – caso ele esteja na tomada como esteve nesse começo de 2008. O ataque formado por Dodô e Leandro Amaral ou a dupla que tiver mais entrosamento e agilidade.
Portanto, o time fica desse jeito: Diego, Carlinhos, Thiago Silva, Luiz Alberto, Júnior César; Ygor*, Arouca, Cícero*, Thiago Neves; * Dodô e Leandro Amaral.
Essa tática é melhor em jogos em casa, quando o time vai para cima do inimigo. Arouca e Cícero são dois bons segundos volantes e se conseguirem revezar na marcação o meio de campo fica bastante competitivo e ofensivo ao mesmo tempo.

Espero que na próxima partida não veja, novamente, Washington na ponta direita ou Thiago Silva de meia-armador.

Sei das qualidades de nossos atletas, contudo tem que se armar o time de forma a máquina funcionar. Não adianta jogar um bocado de peças de ferro juntas que ela não se transformará em uma máquina por mágica. Tem que se montar parte por parte de forma a combiná-las em suas devidas posições, assim esta funcionará da melhor maneira possível tranzendo boas vitórias ao Fluminense em 2008.

Renato, vamos parar com a teimosia e bom jogo terça(???)-feira .

domingo, dezembro 02, 2007

Coluna Pó de Arroz - "Adeus 2007"


Amigos,
Finalmente o ano de 2007 está perto de seu fim. A ansiedade para sabermos as possíveis contratações para a máquina Tricolor de 2008 superou qualquer interesse por este restinho de campeonato Brasileiro. E que Brasileirão! Se não tivéssemos perdido pontos bobos durante o percurso teríamos almejado posição ainda melhor nesse campeonato tão nivelado tecnicamente.
O campeão do torneio, São Paulo, não foi capaz de nos superar e consegui somar apenas um ponto dentre os seis em disputa. Já o vice-campeão, Santos, não obteve a honra de ter um pontinho de lembrança. Foram duas vitórias indiscutíveis, tanto na Vila, quanto aqui, no Maracanã.
E o velho freguês? Ah, este é um caso a parte. Perdemos o primeiro confronto de maneira pífia, com dois atletas a mais e por um a zero, num jogo marcado pela catimba e cera hiperbólica por parte do adversário. Vale lembrar que o infeliz gol foi marcado pelo abusado argentino Maxi. Na segunda partida esmagamos a equipe rubro-negra, com um simplório dois a zero que poderia ter sido mais, bem mais que isso, mas como iremos disputar a Libertadores com o dito cujo, preferimos guardar um estoque para a competição Americana.
Como vimos, amigos, no balanço final, estamos em vantagem contra os principais adversários do Brasil. Basta agora sabermos que equipe entrará ano que vem nas importantes competições que iremos ter. Carioca, Brasileiro e Libertadores.
E que Libertadores será esta? Só a possibilidade de um Fla-Flu na competição dá uma aura especial a esta competição. Tirando isso, é a possibilidade de, enfim, conseguirmos a conquista de tão almejada taça para a galeria de Álvaro Chaves, em Laranjeiras.
Com a confirmação das novas peças e engrenagens para a Máquina Tricolor 2008, virei aqui dar-lhes as boas novas. Sem mais, desejo-lhes um bom restinho de domingo.
Ah! Adeus Corinthians. Yesssssssss

quarta-feira, outubro 10, 2007

SWAT TRICOLOR




" Uma orda de cinquenta mil Rubro-Negros, soltando fogo pelas narinas, invadiram o templo do futebol para assistir a inexorável vitória de seu time". A história já era profetizada pelas manchetes insandecidas de domingo. Quem seria capaz de concretizar a MISSÃO de parar "A massa" e seu time, quando até mesmo o invicto e supremo campeão virtual, o "BOPE futebolístico", São Paulo, havia caido de joelhos em pleno gramado do Maracanã?


Porém, companheiros, o adversário não tratava-se apenas de um clube singelo. Era o Fluminense, um nome que entoado a sussurros na gávea já seria o bastante para que soltassem-se os gemidos de "nos 'Fla-Flu's, é o Ai, Jesus".


Ah o Fla-Flu. Diria que são suficientes apenas 22 camisas e uma bola para formar uma batalha épica e imortal, com a capacidade de trazer multidões sedentas e adeptos fanáticos às arquibancadas do maior do mundo.
Naquele domingo, seria comprovado mais uma vez que uma torcida não vale por sua expressão numérica, mas sim por sua qualidade e paixão demonstrada. E a torcida Tricolor veio preparada para fazer a festa diante da massa. Uma massa que após engolir milhares de bobinas e espantar-se com a euforia pó de arroz, se emudeceu por completo aos 60 segundos de jogo, após uma canelada perfeita do dançarino Somália que acabou com a bola no fundo das redes.


A partir daí a torcida do Flamengo deu um show.. de educação nas arquibancadas. Ficou em silêncio profundo, assistindo "gentlemamente" o espetáculo feito pelos tricolores. Os jogadores seguiram o exemplo, e apenas olhavam, sem possível reação ao encanto que o Fluminense transbordava nas dentro das 4 linhas.
Logo no ínicio do segundo tempo, o gol que sacramentou de uma vez a renovação do camisa 10 tricolor. Thiago Neves completou de carrinho o cruzamento e pôs um ponto final no amistoso clássico. Dois a zero.
Depois da marca, restou ao submarino "rubro-negro 06" abatido dançar ao ritmo de Beatles, e assim foram quarenta e poucos minutos da trilha sonora clássica: "Flu-mi-nen-se olé olé olé". Humilhante.


Mais um Fla-Flu para conta do Papa, A bênção, João de Deus!


"CAP.TN - Xerifeee!
Aspira Juan - Sim, senhor?
CAP.TN - O senhor é flamenguista, xerife?
Aspira Juan- Sim, senhor.
CAP.TN- Se acha que seu time vai para a Libertadores, xerife?
Aspira Juan- Com certeza, senhor
CAP.TN- Hahahaha, Tá de sacanagem, Xerife. O senhor é um fanfarrão. Abre o olho pra não ir pra segunda. Américas 2008? Jamais."


obs: Repara no Jornal. O Meia que é circundado com o O, a cor do título do jornal e o público-alvo. Até os 'Zero-meia's reconhecem a supremacia. "TRICOLOR, QUAL É TUA MISSÃO? INVADIR O MARACA E DEIXAR URUBU NO CHÃO". ST

sábado, setembro 29, 2007

Espetáculo Monumental




Amigos,

Sugeri ao presidente da SUDERJ, o vascaíno Eduardo Paes que adotasse a seguinte proposta para o próximo clássico Vovô: a torcida alvinegra deverá pagar duas vezes o preço cobrado no ingresso. Não é loucura, mas sim bom senso, pois não é todo dia santo que se vai ao Maracanã e se assiste a dois espetáculos no mesmo jogo. Um dentro e outro fora das quatro linhas

A torcida tricolor protagonizou uma das maiores festas vistas, esse ano, no templo do futebol. Bobinas, piscas e um mar de pequenas bandeiras foram alguns dos múltiplos apetrechos usados para colorir a entrada do time pó de arroz, que após 3 minutos de partida, abastecido pela energia provida das arquibancadas, abriu o marcador com um cruzamento do camisa 10 tricolor, cujo Leandro Guerreiro, o polivalente volante do time de General Severiano, generosamente empurrou para sua própria meta.

Os Botafoguenses que estavam espantados com a euforia do outro lado mergulharam de vez na melancolia. Para agravar a conjuntura, aos 17 minutos, David recebeu uma bola perto da intermediária e arrematou impiedosamente para dentro do balaio antagonista, escrevendo, assim, o segundo e último capítulo da via-crúcis alvinegra.

O show no gramado acabou. Os outros 83 minutos de partida foram apenas de pura administração por parte do Fluminense. Contudo, isso não intimidou os arquibandos tricolores, que cantavam e entoavam a plenos pulmões no maracanã a eterna paixão por seu clube de coração.

sexta-feira, setembro 21, 2007

"Repeteco"


'' 'Os Três Atos de Gravatinha'


Divina, profética, heróica e, mais do que qualquer coisa, óbvia a vitória tricolor ontem sobre a estrela solitária. Como havia dito, ontem seria dia de Pó de Arroz, e para celebrar minha maioridade ao máximo, a ajuda dos céus foi necessária, para obtenção de tal feito.

Chances perdidas, bolas na trave, tudo aconteceu naquela partida para nosso tricolor, menos o gol. Então como o mais velho provérbio do futebol diz, '' quem não faz, leva'', assim foi. Próximos aos quarenta minutos das segunda etapa, o alvi-negro consegui uma falta pela esquerda da defesa tricolor. Corações tricolores batendo em máxima velocidade. O Nervosismo era a imagem das arquibancadas verde e grená. Júnior César bate a falta para a meiuca da área, e a bola bate suavemente no chão, e segue trajetória direta para o fundo das redes tricolores. Gol do Botafogo. Metade do estádio se emudeceu.


Todavia, a esperança sempre esteve no meu grito durante todo o decorrer da partida. Era o meu dia, nada podia dar errado, muito menos derrota de minha paixão. Foi ai tricolores, que começou a obra do divino, do sobrenatural.Na boca do anel superior do Maracanã, na parte em que o Flu localizava-se, um sinal iluminado aconteceu. As luzes pareciam tomar vida, estavam mais fortes, uma áurea pairava sobre a torcida do Fluminense.


Estavam todos sem força para gritar, e aos 48 minutos do segundo tempo, Gravatinha, sumido, resolveu aparecer para decidir a partida. Bola para Pet no meio de campo. Ele visualiza, e com um passe mais que presciso deixa Marcão em frente a área. O Guerreiro sutilmente corta para o meio e coloca com a máxima categoria nos fundos da redes, até então invictas. Gol de Gravatinha! Os fiéis não acreditaram. Saltavam , rezavam, choravam, era um misto de emoções pelas arquibancadas. Eu já sabia, ali estava uma obra do acaso. Nada explicaria aquilo, que foi no mínimo, inexplicável.

Termina o jogo. Empate que levaria aos penaltis. Agora bastava saber aonde seriam efetuadas as cobranças. E não foi que o a áurea tricolor ganhou? Começam as cobranças, e atrás do gol de Diego acomodavam-se torcedores vivos e mortos.Inacreditável.
Gravatinha resolveu então fazer seu segundo ato naquela noite. O alvi-negro caminhou até a bola, e o personagem tricolor simplesmente assoprou sua bola para cima, isso mesmo uma leve brisa empurrou a bola à baliza! Divino!

Não satisfeito, ele resolveu dar o golpe final ao Botafogo. Quarto e penúltimo penalti. Eu na última cadeira do anel superior. Não rezava mais, eu convocava todos os tricolores para que fizessem uma muralha naquele gol. Mas não prescisou. William encaminhava-se para o penalti, e Gravatinha, com malícia puxou a perna do jogador fazendo com que ele tivesse que trocar de perna do último segundo, antes da batida. Não deu outra. O resultado foi um chute pífio, patético, e de máxima displicência pelo jogador, resultando na fácil defesa de Diego.

Orgasmo nas arqubancadas! Jogadores não acreditavam no que acontecia... tudo era inexplicável, menos para mim. Já havia previsto isso, e sabia que atrás de tudo aquilo, havia um dedo mágico de Nelson Rodrigues.
Obrigado a todos os Tricolores que estavam ontem no Maracanã, foi uma festa de aniversário de 18 anos inesquecível." (14/09/2006 - Fluminense 1 x 1 Botafogo - Sulamericana)

E agora Gravatinha?. Esse ano tem repeteco no fim de semana?
Garanta já seu ingresso para o espetáculo de domingo, pois sempre vale a pena ver de novo. ST

terça-feira, setembro 04, 2007

Fluminense desde Criancinha


Amigos,


Após deliciar-me com o banquete de domingo no salão nobre das Laranjeiras, estava a finalmente degustar o Grant final, ou café com biscoitos na tribuna, quando tive a honra de acompanhar o nascer de um novo tricolor. Ou melhor, de uma "tricolora".

Uma doce e encantadora criatura vestida com um nobre macacão verde desfilava pelo gramado com a inocência e destreza de um bebê recém promovido a bípede. Uma cena mágica. Os sorrisos da pequena reluziam pela quase secular arquibancada, e sua astúcia em desviar de suas próprias pernas, a fim de não embaraçá-las, era um desafio que os atacantes mais habilidosos não seriam capazes de realizar enquanto vivos. Era muito pra mim. Tinha visto o nascimento de uma tricolor!

Lembrei-me naqueles instantes da primeira vez que fui assistir a um jogo no estádio de Álvaro Chaves. Era uma tarde quente, e as pessoas já entravam pelo buraco que desemboca nas sociais. Achava aquela agitação espantosa, até por que era guri e nunca havia visto uma multidão tão eufórica quanto aquela que em meio aos goles de cerveja e burburinhos sobre o futuro jogo, ia aos poucos se adentrando. Mais tarde fui concluir que aquilo pareceria como uma final de campeonato estadual ou uma grande estréia. Fiquei com as duas opções.
Quando descia a escadinha que saia do Bar do Fidélis petrifiquei. Avistei aquela massa tricolor do outro lado aos gritos e vozes apaixonadas com bandeiras, papéis das cores do time e uma grande "nuvem branca" que dera um ar iluminado e cósmico àquela torcida. Foi amor a primeira vista. Naquele exato momento tinha a absoluta certeza de que "já era Fluminense muito antes de vivo". Aquilo tudo fazia parte de mim e não deixaria fugir de jeito nenhum. Seria eterno.

Após a lembrança retornei ao mundo real e ainda atônito com aquela figurinha desengonçada no tapete tricolor, tive a singular idéia de descer as escadas e perguntar o nome da nova membro da nação Tricolor. Pouco tempo depois afastei a idéia da cabeça ao pensar que a criança só poderia ter um nome: Esperança.
Enquanto houver "Esperanças", haverá Fluminense.
Saudações Tricolores

segunda-feira, agosto 06, 2007

"A Arte da Guerra e o Fluminense"


Amigos,

Estava passando em frente ao metrô do Largo do Machado domingo, na procura de um folhetim esportivo na banca que reside próxima a sua entrada. Cheguei à banca e comecei a observar as diferentes obras literárias que estavam naquela parte de livros de bolso que todo jornaleiro possui. Passei pelos nacionais, pelas piadas e estrangeiros, até que meus olhos pararam para observar um livro com capa roxa, e de nome forte: "A Arte da Guerra".
Já havia ouvido falar daquele livro e resolvi antes de me encaminhar ao maracanã para o jogo de ontem a tarde com o Palmeiras, olhar seu prefácio para me enturmar um pouco mais sobre as idéias da obra.
Desbravando aquela orelha da capa me encontrei com a seguinte frase: "Um chefe deve empregar táticas variadas de acordo com os tipos de terreno..". Refleti na oração e percebi que aquela podia ser a teoria que nosso comandante Renato estava querendo empregar em nosso exército. Um time que estivesse preparado para qualquer obstáculo que pudesse surgir pela frente. Muito bem, até ai o líder está perfeito em seus aspectos táticos. Porém, há um antigo provérbio do futebol que bate de frente com essa linda e poética frase. Ela se resume ao dito: "Time que está ganhando não se mexe". Isso é lei. E lei são para serem seguidas. Renato infligiu-a de maneira drástica e insensata.
Nosso líder ganhou a Copa do Brasil usando o 4-4-2 como estrutura do time. Tinha dois criadores na meiuca, Cícero e Carlos Alberto, e dois volantes carregadores de piano, Arouca e o guerreiro Fabinho. O quarteto que não era mágico, mas era regular e principalmente humilde e esse foi o segredo do Fluminense para conquista do Brasil. A regularidade.
Outro aspecto ruim que nota-se num breve diagnóstico do Fluminense é que estamos mais tentando não sofrer gols do que fazê-los. Amigos, isso é para clubes de menor porte não para o Campeão do Brasil. E continuando a ler a orelha literária, estava lá o que pensava e defendia: "A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante". Ponto final.
Depois disso, guardei o livro na prateleira, peguei meu jornal e rumei ao Maracanã. Lá minhas hipóteses viraram leis junto as profecias de Sun Tzu. Onze guerreiros que só se encontraram na batalha ao tentar a ofensividade da vitória. Pena que o ímpeto foi tardio, só na segunda etapa, e sem competência nos arremates.
Renato Gaúcho leia a Arte da Guerra antes da próxima partida e volte a ser o velho General que conhecemos na conquista do Brasil. A nação Tricolor agradece.

sexta-feira, julho 20, 2007

Trincheira Tricolor


"Trincheira Tricolor"

Amigos,

Depois de muito tempo, exatos 23 anos de tabu, conseguimos ir a fria São Paulo e voltar na bagagem com os essências três pontos da vitória. A virtude da humildade tricolor foi seguida à risca pelos jogadores e saímos com outra goleada de 1x0, sendo esse gol marcado pelo novo titular, Somália, um veterano matador que chegou para ser o novo artilheiro do reino das laranjeiras.

Bom, para começar muito se falou durante os onze dias que se antecederam ao confronto da nova tática adotada pelo comandante e ídolo eterno, Renato Gaúcho. "Ah, ele vai para a retranca!". "O Fluminense não é timinho para jogar pelo empate."

Tricolores, não se iludam com essas críticas precipitadas. O Sistema Defensivo tricolor transformou-se em uma trincheira para os adversários, que enlouquecidos, se perdem durante a partida tentando, em vão, encontrar alguma forma criativa de perfurar a Barreira Tricolor. "E o ataque, como fica?" O melhor ataque é a defesa. Já dizia o "Livro dos Campeões"

Outra novidade excelente. Parece que a nova peça da engrenagem, Thiago Neves, não se assustou com o papel de substituir o ex-camisa 10, Carlos Alberto. Contra o time de três cores de São Paulo, o novo "maestro" apoiou com perfeição e cumpriu seu papel no sistema defensivo de maneira incriticável. Bom, não é uma Brastemp, mas...

E Somália? Ah o Rei Zulu. Balançou as redes mais uma vez. Sim foi de pênalti, mas garantiu a vitória e isso que interessa. Fez mais um oponente dançar no ritmo tricolor. No swing vencedor.

Em falar em vencedor, espero que a torcida e o elenco não se contente apenas com a Copa do Brasil. O Campeonato Brasileiro está uma baba esse ano e se tivermos concentração até o fim levaremos mais um caneco para Álvaro Chaves.

Que venha o Goiás e mais 3 pontos!

terça-feira, junho 26, 2007

"gol é Gol"




"gol é Gol"

Amigos,
Fomos excursionar por ares nortistas esse fim de semana e não poderia dar outra senão mais 3 pontos de suvenir.


Foi um passeio no Frasqueirão. Um passeio à la Fluminense. De modo humilde, sem histeria, administrando a partida e fechando com a vitória, conseguimos fazer nosso roteiro e subir para a 5ª posição do Brasileiro.
Uma colocação brilhante resume bem o clímax do jogo. O herói tricolor Magrão foi oresponsável pela pérola futebolística.




Ao ser pergutado no intervalo do jogo sobre o que ele achara do gol que fizera no primeiro tempo, o jogador proferiu o seguinte comentário: "gol é Gol". Nada pode ser mais brilhante e definitivo que isso. Para que um gol de placa se um simplório desvio mortal é suficiente. O Futebol como qualquer outro aspecto da vida possui objetivos. Pois bem, o Gol é o aspecto que leva a um esquadrão conseguir sua glória dentro de campo. Seja esse feio, de bico, de sola ou de mão. Nada é maior que o gol.


E agora, tricolores. Está chegando a hora do confronto que parará a cidade. A Batalha que deixará o Brasil com os olhares focados para a cidade Maravilhosa mais uma vez.
O Duelo do Campeão contra a "Menina de Ouro" do futebol brasileiro; estreando nada mais que o estádio mais moderno do Brasil, o Engenhão.


Todos os ingredientes para uma partida épica, no entanto volto afirmar que a humildade é a mãe de todos as conquistas. Um simplório "gol é Gol" já é o suficiente para a voltarmos com um belo sorriso para nossas casas.


Que venha o Botafogo!

sábado, junho 09, 2007

"Tantas Vezes Campeão..."



Amigos.

O Fluminense nasceu com vocação de campeão. Numa célebre vitória sobre o “favorito” e bem armado taticamente, Figueirense, o Tricolor das Laranjeiras sagrou-se depois de duas tentativas, Campeão da Copa do Brasil. Merecidamente.

A vitória mostrou que o profeta estava mais uma vez certo: “a sorte esta ao lado do campeão” disse ele, décadas atrás. E nessa Copa a companheira Sorte foi um décimo segundo jogador que entrou em campo conosco. A Sorte não é decréscimo para nenhum time, só os grandes a têm presente na escalação. E o Fluminense a teve. Ela atuou brilhantemente no palco do Orlando Scarpelli. Sai sob aplausos calorosos de uma pequena, contudo gigantesca platéia tricolor que se encontrava no Setor E do “menor da Ilha”. Magnífico desempenho, companheira.

E o nosso guerreiro Roger? O que falar de um atleta cujo pulmão supera o limite humano?
Pois bem, o experiente garoto, saiu do banco de reservas para estrelar como o segundo protagonista da noite mais feliz dos últimos 23 anos. Bastaram 3 minutos para que ele chegasse ao clímax do espetáculo, quando recebeu o passe dentro da área, dominou com a categoria divina e finalizou impiedosamente para o fundo das redes do goleiro do “gravetinho”, o mais temido do Brasil, segundo a crítica esportiva.

Os outros 87 minutos foram de pura espera para a torcida Pó de Arroz. Para que golear? Fomos humildes durante nossa longa caminhada até a final, então porque fazer um placar elástico em Florianópolis, se o que nos interessa é um simplório 1x0?
A modéstia é uma das grandes virtudes de um campeão, e logicamente não poderia deixar de ser do Fluminense, pois ambos os vocábulos são sinônimos.

A épica conquista do título tricolor calou o Brasil, que se rendeu mais uma vez ao encanto do time das Laranjeiras. Um time que foi esculachado, com todas as letras, pelos críticos esportivos, hoje sobe ao estandarte de melhor do país.

Um time de Futebol vive de títulos, amigos. De vitórias, sejam elas gordas ou magras bonitas ou feias. O que importa é vencer, o resto fica para os perdedores. Vencendo que se constrói a tradição e a história de um clube como o Fluminense que será eterno, imortal.

Lamartine Babo foi impecavelmente feliz quando construiu, ainda no começo do século, os seguintes versos que traduzem o passado, presente e futuro do Fluminense: “Sou tricolor de coração; Sou do clube Tantas vezes CAMPEÃO”.

Aos críticos deixo meu imenso e piedoso sorriso. “Errar é humano, mas nunca mais duvidem do Fluminense.”

Comecemos a pensar nas Américas. Saudações Tricolores, Campeões.

sábado, junho 02, 2007

"O Último Teste"


"O Último Teste"

Amigos,

A hora da Batalha se aproxima. Fomenta no coração de cada tricolor a esperança que mais um título - por acaso, inédito - se aconchegue na gloriosa sala de troféus da Rua Álvaro Chaves.

Nosso time passou por momentos cruéis no ano de 2007. Primeiro foi apontado como favorito por todos devido a série de contratações estelares do ínicio da temporada. No entanto, junto a precoce eliminação do Carioca veio a ventania funesta. Corneteiros de todo o Brasil trataram logo de diminuir a importância do Fluminense. Mas ai que esta o equívoco. Quem é grande nunca cairá. No máximo tropeçará para reerguer-se duas vezes mais forte e imponente.

E o time tricolor fez isso. Diante da desconfiança e pouca importância dos críticos deu uma mortal rasteira no Saci, numa Fonte Nova lotada de fiéis baianos. Pós conquista na terra de todos os Santos foi a vez de transformar em brisa o tão temido Furacão da Baixada. Não era impossível vencer dentro do Alçapão? E por último duvidaram - mesmo com dois gols de vantagem - que venceríamos a zebra Brasiliense na Boca do Jacaré. Liquidamos a questão.

E agora. Agora temos pela frente mais um desafio. Temos ao nosso redor todo o Brasil torcendo contra nós. A imprensa, teoricamente imparcial, aponta descarada(mente) o Figueirense como campeão da Copa do Brasil, esquecendo que o primeiro confronto foi um mero empate e que esse time disputa com um dos mais tradicionais times do Futebol Mundial. Um time que já foi referência para o esporte internacionalmente, mas também chegou a sucumbir a tempos de trevas. Superamos essa fase epicamente.

Agora falta um jogo. Noventa minutos para que possamos provar que o gigante voltou a tona. Que ele é maior que milhares de idiotas que duvidaram que o Fluminense ainda fosse grande. Pois bem, corneteiros, um Rei nunca perde a Majestade, e é isso que provaremos para todo o Brasil nessa próxima quarta, ao vivo, mais uma vez na tão temida "Casa do Adversário". Levaremos nosso cartão de visita mais uma vez, e traremos esse caneco para a torcida tricolor. Ela merece. Nós merecemos.

Fé e trabalho. Não tire o verde da esperança dos olhos. Saudações Tricolores
*Foto - Fio de Esperança.